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MPT vai exigir meio ambiente de trabalho adequado para professores em Alagoas

AUDIENCIA

Procurador Rodrigo Alencar ressaltou que os cuidados com a saúde do professor são essenciais para uma educação de qualidade no país (Foto: Ascom MPT/AL)

O Ministério Público do Trabalho irá traçar, nos próximos meses, um diagnóstico completo sobre a saúde dos professores em Alagoas para exigir dos responsáveis as melhorias necessárias no meio ambiente de trabalho dos docentes. A proposta foi definida durante audiência pública que discutiu os problemas e doenças que vitimam os profissionais em sala de aula.

Depois de ouvir relatos de professores que se afastaram do emprego por doenças ocupacionais, distúrbios decorrentes da voz e sérios problemas psicológicos, o procurador do Trabalho Rodrigo Alencar propôs que os docentes, o Sindicato dos Professores (Sinpro/AL) e o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Educação (Sinteal) apresentem propostas com sugestões das mudanças que tragam benefícios para a categoria. As reivindicações devem ser apresentadas em dois fóruns estaduais – das redes pública e privada, também realizados pelo MPT, que discutirão essas melhorias. O Ministério Público do Trabalho ainda irá propor parcerias com as secretarias municipais e estaduais de educação e saúde para implantar, em cada instituição de ensino, um profissional qualificado para dar suporte aos docentes.

Rodrigo Alencar destacou que é preciso realizar um trabalho continuado para melhorar a condição da educação pública e privada em Alagoas. “Qual a quantidade ideal de alunos por sala de aula? O professor deve dispor de assentos ergonômicos e microfones? A jornada de trabalho de atividades extra sala é registrada? Queremos discutir essas e muitas outras questões para buscar parcerias e propor soluções para a saúde do professor. Precisamos nos debruçar no caminho da educação, que é a única forma de conseguirmos ume educação de qualidade e mudarmos o rumo do país”, disse.

Na última semana do mês de novembro, o procurador Rodrigo Alencar realizará audiências com o Sinpro/AL e Sinteal para discutir o assunto.

Audiência pública

Professores e profissionais ligados à educação pública e privada em Alagoas discutiram, na audiência pública realizada no Sebrae, os principais problemas de saúde que os docentes enfrentam em salas de aula. O objetivo do evento foi reunir ideias que possam garantir um meio ambiente de trabalho saudável para os docentes.

A audiência pública foi realizada pelo MPT e Sinpro/AL, com o apoio do Ministério do Trabalho e Emprego, Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest/Maceió) e Sebrae Alagoas.

Saúde do professor

Atividades comuns do dia a dia dos professores – como carregar livros, permanecer muito tempo em pé ou fazer movimentos acima de 90 graus com os ombros -, se realizadas de forma repetitiva ou incorreta, provocam sérias disfunções, como Lesões por Esforço Repetitivo (LER), Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (Dort) e Síndrome do Túneo do Carpo. Nos casos mais graves, os professores são vitimados com ansiedade, Síndrome de Burnout e Síndrome do Pânico.

Mas um dos principais instrumentos aliados do professor na sala de aula, a voz, também traz sérios problemas à saúde dos docentes se for utilizada de maneira inadequada. Dados da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) mostram que 68% dos empregados de instituições escolares no Brasil foram afastados de suas atividades por problemas decorrentes da voz.

Fonte: MPT/AL

 

 

 

Saiba quais são os estabelecimentos de ensino que mais demitem professores

professores demitidos

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O Sindicato dos Professores de Alagoas (Sinpro/AL) vai trazer mês a mês as estatísticas dos estabelecimentos de ensino que mais demitem em Alagoas. O primeiro mês analisado foi agosto e trouxe os seguintes números:

 1º Cesmac – 10 demissões

FAA  – 10 demissões

FAT – 8 demissões

Nassau – 6 demissões

Unit – 5 demissões

Essa é mais uma ação do Núcleo de Dados Estatísticos (NDE) do Sinpro/AL que visa demonstrar a realidade vivenciada por inúmeros docentes em todo Estado.

Até o fim de outubro os dados sobre as demissões de setembro serão revelados nesse mesmo espaço de comunicação.

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Duas pessoas foram sorteadas para participar do seminário: “Autismo: atualidade na área da saúde e educação”

autismo 1O Sindicato dos Professores de Alagoas (Sinpro/AL) promoveu uma promoção para dois ganhadores das inscrições para o seminário “Autismo: atualidade na área da saúde e educação”.  As sorteadas foram: Adna Gomes e Lenise Tenório.

O evento acontecerá nos dias 23 e 24 de outubro no auditório do Conselho Regional de Psicologia, Rua Professor José da Silveira Camerino, 291, no bairro do Farol.

As temáticas serão abordadas por diversos psicólogos, entre eles Felipe Cavalcanti Giorgi. Para mais informações e locais das inscrições: (82) 3317-7060.

Programação completa do evento:

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Durante audiência pública professores relatam descaso da educação em Alagoas

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Mesa abriu as discussões sobre a saúde do professor

Durante audiência pública promovida pelo Sindicato dos Professores de Alagoas (Sinpro/AL) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) realizado no auditório do Sebrae, em Maceió, inúmeros professores relataram o descaso, a falta de estrutura e as motivações que estão afastando os profissionais de sala de aula. As reclamações, sugestões e desabafos foram demonstrados pelos docentes das redes privada e pública de ensino.

O presidente do Sinpro/AL, Eduardo Vasconcelos, chamou atenção para educação não ser tratada apenas como “discurso”, como acontece ao longo de décadas em Alagoas. “Enquanto não sairmos do discurso que educação é importante, para isso ou para aquilo, e não partimos para prática da mudança, a educação será tratada apenas como demagogia política”, expôs.

Quem também se colocou sobre atual educação no Estado foi o procurador do MPT, Rodrigo Alencar, que destacou o trabalho que vem sendo realizado pelo Ministério Público do Trabalho, Sinpro/AL e o Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador (Cerest), em busca de informar, fiscalizar e defender os direitos trabalhistas dos professores.

O diretor do Sinpro/AL, Mamede Ferreira, trouxe dados que apontam para o trabalho excessivo dos professores fora da sala de aula. “Os professores trabalham na escola, na sala dos professores, em suas residências; não somos remunerados de forma justo por isso”.

Temas como abandono de emprego por problemas físicos e psicológicos, salas de aulas lotadas, falta de estrutura de som, salas sem climatização, quadro, carteiras e birôs sem condições de uso, quadras poliesportivas descobertas, violência em sala de aula, hora aula desgastante e má remuneração foram alguns pontos colocados na audiência pública e que chamou atenção do MPT. Prontamente o procurador Rodrigo Alencar propôs a criação de um “Fórum de Debates” – que será realizado ainda esse ano  ­– para criação de propostas para reestruturação da educação nas redes privada e pública de Alagoas.

A professora Josefa Vieira fez o uso da palavra para agradecer e parabenizar a iniciativa do Sindicato dos Professores de Alagoas. “O que está acontecendo aqui é algo ímpar. Essa é uma oportunidade para os professores de Alagoas ter voz. Os professores estão adoecendo, estão sendo desvalorizados, desrespeitados, temos que em conjunto mudar essa realidade degradante”, desabafou Vieira.

Por fim, o presidente do Sinpro/AL, Eduardo Vasconcelos, agradeceu a presença de todos os participantes na audiência pública e o empenho da categoria em mudar uma realidade perversa que vem punindo os educadores ao logo do tempo. “Esse “Fórum de Debates” será o desdobramento da audiência púbica. Esse é o primeiro passo para uma transformação real, com passos firmes, da educação em Alagoas promovida por quem realmente vive a educação: nós professores”.

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Sinpro/AL e Cerest iniciam vistas nas escolas

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Alinthon Fagner , Eduardo Vasconcelos e Francimar Gadelha

O Sindicato dos Professores de Alagoas (Sinpro/AL) e o Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador (Cerest), através dos seus representantes, iniciaram visitas às escolas para levarem os cartazes produzidos em parceria com o Ministério do Público do Trabalho (MPT) sobre a prevenção de doenças dos educadores. Essa é a primeira ação do PROMO – ação promocional do MPT que visa diagnosticar o ambiente de trabalho dos profissionais –, que o Sinpro e o Cerest participam em conjunto.

As primeiras escolas visitadas foram o Santa Úrsula, CDI e COC. Os diretores do Sinpro/AL, Marcelo Porto e Eduardo Vasconcelos, destacaram que os diálogos foram proveitosos e informativos.

Os representantes do Cerest, o terapeuta ocupacional Alinthon Fagner e a fonoaudióloga, Francimar Gadelha, falaram de forma esclarecedora, com a categoria, sobre a prevenção de doenças no ambiente de trabalho e a necessidade da prevenção.

Presidente do Sinpro/AL realiza palestra na UNEAL

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Eduardo Vasconcelos e Jairo Campos

O presidente do Sindicato dos Professores de Alagoas (Sinpro/AL), Eduardo Vasconcelos, concedeu uma palestra sobre “Sindicalismo” para os alunos da disciplina “Educação e Trabalho” ministrada pelo reitor da Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL), Jairo José Campos da Costa.  Na oportunidade a representante do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas, Edna Lopes, também interagiu com os alunos.

Durante mais de uma hora de palestra, Vasconcelos falou de temas polêmicos e esclarecedores, como: a crise do sindicalismo atual, a falta de representatividade de muitas categorias, a importância dos profissionais se sindicalizarem e sua atuação frente ao Sindicato dos Professores de Alagoas.

O presidente do Sinpro agradeceu o convite do reitor Jairo Campos e se colocou a disposição para colaborar com a sua disciplina e com a Universidade Estadual de Alagoas.

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Professores de educação física discutem avanço da categoria

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Representantes do Sinpro, CREF e APPEF discutiram avanços para os professores

Os representantes do Sindicato dos Professores de Alagoas, do Conselho Regional de Educação Física de Alagoas (CREF/AL) e da Associação dos Professores e Profissionais de Educação Física de Alagoas (APPEF/AL) estiveram reunidos na sede do Prime Curso, na Rua Gonçalves Dias, em Maceió, para debater as condições estruturais, materiais e remuneratórias dos professores de educação física de escolas, faculdades e academias. O vice-presidente do Sinpro/AL, José Nivaldo Mota, ouviu atentamente os reclames e sugestões dos presentes para se levar melhores condições e garantir os direitos trabalhistas dos profissionais.

O presidente do Sinpro/AL, Eduardo Vasconcelos, destacou o empenho do presidente seccional CREF/AL, Stanley Magalhães, para que o encontro alcance os objetivos desejados: detectar as problemáticas, sugerir as correções e os direitos dos professores.

Já o presidente da Associação dos Professores e Profissionais de Educação Física de Alagoas, Neto Avance, colocou: “Propomos trabalhar em parceria, visando a totalidade da classe. A receptividade do encontro não poderia ter sido melhor. Poderemos iniciar juntos uma nova jornada”.

Essa é a primeira rodada de diálogo entre o Sinpro/AL, APPEF/AL e o CREF/AL para que os professores avancem, em suas conquistas, com unidade e buscando um só objetivo: a valorização da categoria.

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Núcleo de Desenvolvimento Estatístico do Sinpro/AL solicitou uma série dados ao INSS

 

NEDO Sindicato dos Professores de Alagoas (Sinpro/AL) solicitou, através do seu Núcleo de Desenvolvimento Estatístico (NDE), ao superintendente do Instituto Nacional do Seguro Social de Alagoas (INSS/AL), Edgar Barros, o quantitativo de espécie 91 – afastamento das atividades funcionais por acidente de trabalho – com todos seus CBOs (Classificação Brasileira de Ocupações).  A iniciativa visa demonstrar e trazer a tona os verdadeiros motivos que estão afastando os professores de sala de aula.

O mesmo requerimento encaminhado ao INSS pelo NDE do Sinpro/AL destaca: “Solicitamos o percentual de cada CID (Classificação Internacional de Doença) para as concessões de espécie 91”.

A partir desses dados o Sinpro/AL vai poder identificar as principais doenças e as motivações que afastam os professores da sala de aula, saber quais são os estabelecimentos de ensino que mais possuem docentes enfermos e os que abandonam a profissão por essas dificuldades.

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