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“APAGAR O PROFESSOR É APAGAR O FUTURO”

Por Maria Clotilde Lemos Petta*

A data comemorativa do Dia do Professor — 15 de outubro —, neste final da segunda década do século XXI, deve ser oportunidade para uma reflexão sobre o papel deste profissional na sociedade glorificada como sendo do “conhecimento”. Se, por um lado, ao nível do discurso, a educação, e em decorrência o professor, são considerados como decisivos para o futuro das novas gerações e nações, paradoxalmente as condições de trabalho dos professores é marcada pela instabilidade, a precariedade, a intensificação do trabalho docente com tendência inclusive de desprofissionalização.

O português António Nóvoa, um dos maiores especialistas mundiais em formação de professores, aponta também outro paradoxo: a glorificação da sociedade do “conhecimento” se contrapõe com a dificuldade da formação inicial de qualidade na formação continuada dos professores e com o desprestígio acentuado desse profissional. Essa realidade é contraditória, na medida em que, embora os professores sejam atingidos pela desvalorização, continuam com o papel principal na organização do processo ensino-aprendizagem.

No Brasil, com a atual onda conservadora e antidemocrática reforçada pelo governo Bolsonaro, nega-se o papel crucial da ciência e das pesquisas científicas e promove-se todo tipo de ataques à educação e ao professor. O Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE), no dia 2 de outubro, em Brasília, no ato “Educação pública, ciência, tecnologia e soberania do Brasil: Não tirem o dinheiro da educação básica e das universidades públicas”, denuncia que “estamos diante da maior ofensiva das elites contra o direito à educação no país”.

Diante deste quadro adverso, crescem pelas várias regiões do país iniciativas de organização de resistência para o enfrentamento às medidas regressivas, arbitrárias e autoritárias do atual governo. Na cidade de Campinas (SP) professores e professoras dos setores público e privado, dos diferentes níveis educacionais, se uniram na organização de uma “Frente ampla em defesa da educação e pela valorização dos professores”. Uma primeira iniciativa dessa Frente foi a construção de uma agenda unitária dos eventos promovidos pelas diferentes organizações no mês de outubro. O “Outubro Unificado em defesa da educação e dos professores” tem implementado uma agenda muito diversa, com atos, debates, palestras, seminários, atividades culturais, festas, caminhadas, com destaque para a mobilização para a Assembleia Extraordinária da Unicamp, em defesa da ciência, da educação e da autonomia universitária no país.

Nessa agenda de lutas, tem-se buscado também uma maior aproximação com setores populares, buscando alertar a população para as consequências desses ataques para o futuro da sociedade brasileira. Neste sentido, foi organizado um evento denominado Ciência na Praça, alternando atividades culturais (teatro, atividade circense e coral) com aulas públicas e demonstração de pesquisas científicas, buscando aumentar a consciência sobre conquistas que só foram possíveis graças ao trabalho de professores, pesquisadores e estudantes. As aula públicas objetivaram também fomentar o debate sobre temas educacionais candentes no atual momento. Entre esses destacamos “A educação e os direitos humanos no Brasil”; “Conversa sobre educação climática com a apresentação de uma maquete dinâmica sobre a necessidade de se manter a floresta em pé”; “A disciplina de sociologia na educação brasileira”; “As escolas cívico-militares”; “A home school”, entre outras.

Enfim, essa luta precisa continuar, seja através do Fórum Nacional Popular de Educação, das organizações sindicais e profissionais nacionais e estaduais, ou seja em lutas locais nos municípios, a exemplo de Frentes Amplas de Educação. Como ressalta o coordenador-geral da Confederação Nacional dos trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino — Contee, professor Gilson Reis, “a educação tem muitas possibilidades nesta luta política e nós somos chamados a assumir nossas responsabilidades e que a gente possa continuar acumulando força para uma ruptura maior num futuro próximo” .

*Maria Clotilde Lemos Petta é coordenadora da Secretaria de Relações Internacionais da Contee, diretora do Sinpro Campinas e Região e vice-presidente da CEA

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA

     

Sindicato dos Professores de Alagoas (Sinpro/AL) convoca uma assembleia extraordinária para o próximo sábado, 05/10 do corrente ano, exclusivamente para o corpo docente do ENSINO BÁSICO. A assembleia será realizada na sede do Sipro/AL, que fica na Rua Santa Cruz, 357, Farol, Maceió-AL.

1 – A assembleia tem como pauta a proposta de reajuste salarial dos professores do Ensino Básico 2019;

2 – A renovação da Convenção Coletiva de Trabalho 2019/2021.

A primeira chamada para o início da Assembleia será 12h e a segunda e definitiva, 12h30, CONFORME TERMO DE AJUSTE DE CONDUTA ASSINADO ENTRE ESTE SINDICATO E O MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO.

Maceió, Alagoas, 30 de setembro de 2019.

EDUARDO VASCONCELOS

PRESIDENTE DO SINPRO DE ALAGOAS 

Feriado do Dia do Professor foi antecipado para o dia 14/10

O feriado do Dia do Professor será antecipado do dia 15 de outubro para o dia 14, segunda-feira. A decisão do acordo entre os sindicatos beneficia a grande maioria da categoria. Uma grande quantidade de ligações dos professores e o envio de vários ofícios das entidades com assinaturas dos docentes, propondo a antecipação que embasou a decisão pela aceitação por parte do Sinpro de Alagoas, que não viu nenhum prejuízo para a categoria, pois, assim, os professores do ensino básico e do ensino superior poderão desfrutar de um feriadão.

Vale ressaltar que a antecipação vale para todas as instituições privadas do Ensino Básico e do Ensino Superior, filiadas ou não ao Sindicato das Escolas.

As escolas que por ventura descumprirem a antecipação estarão sujeitas a denúncias no Ministério do Trabalho e Emprego e no Ministério Público do Trabalho. Além de ação coletiva na Justiça do Trabalho.

O Sinpro segue atento ao cumprimento dos diretos dos educadores.

Somos professores com orgulho e exigimos respeito!

Sinpro de Alagoas requer Audiência Pública à ALE para tratar sobre a inclusão de crianças e jovens

Vem a aumentar, por parte dos docentes da rede privada, as denúncias de que as instituições de ensino estudantes com necessidades especiais sem nenhum apoio pedagógico, o Sinpro de Alagoas protocolizou requerimento à Comissão Permanente de Educação da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas para a realização de uma Audiência Pública para discutir o tema “A inclusão de crianças e jovens com deficiência na educação de Alagoas.” 

Há denúncias graves de violação ao direito a inclusão garantido por vasta legislação. Estudantes que precisam de um acompanhamento especializado estão sendo tratados, segundo as denúncias, de forma completamente inadequada, o que vem a sobrecarregar e contribuir para o adoecimento dos professores, seja na rede pública, seja na rede privada. 

Sem o respeito a legislação, bem como um acompanhamento especializado, perpetua-se a exclusão de crianças e de jovens.

Estagiários sendo contratados para acompanhar essas crianças e jovens, desvio de função ao colocar funcionários de serviços gerais para fazer esse acompanhamento e docentes sem nenhuma ajuda para trabalhar com a inclusão de crianças e jovens. 

O Sinpro de Alagoas pedirá a chamamento do Sinteal, OAB/ALAGOAS, representante das prefeituras, do Ministério Público Estadual, do Ministério Público do Trabalho, do Ministério Público Federal, do Governo Do Estado de Alagoas, do Sindicato das Escolas Privadas de Alagoas, dos parlamentares, das associações que trabalham e promovem a inclusão de crianças e jovens. 

“Precisamos avançar na garantia da inclusão. É um direito amplamente discutido em todo mundo que, aqui em Alagoas, não vem a ser respeitado, e, além do mais, vem a sobrecarregar uma categoria já extremamente sobrecarregada, ou pela falta de

Investimento do Estado ou para não aumentar as despesas, no caso da rede privada. É uma questão de direitos humanos”, explica o presidente do Sinpro de Alagoas, Eduardo Vasconcelos 

ASSEMBLEIA GERAL ENSINO SUPERIOR

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA ENSINO SUPERIOR 

Sindicato dos Professores de Alagoas (Sinpro/AL) convoca uma assembleia extraordinária para o próximo sábado, 03/08 do corrente ano, exclusivamente para o corpo docente do ENSINO SUPERIOR. Assembleia será realizada na sede do Sinpro/AL, que fica na Rua Santa Cruz, 357, Farol, Maceió-AL.

1 – A assembleia tem como pauta a proposta de reajuste salarial dos educadores do Ensino Superior;

2 – A Cota de Participação Negocial.

A primeira chamada para o início da Assembleia será 12h e a segunda e definitiva, 12h30, CONFORME TERMO DE AJUSTE DE CONDUTA ASSINADO ENTRE ESTE SINDICATO E O MINISTÉRIO PUBLICO DO TRABALHO.

Maceió, Alagoas, 25 de julho de 2019.

EDUARDO VASCONCELOS

PRESIDENTE DO SINPRO DE ALAGOAS

Contra o fim da aposentadoria e por uma educação pública, gratuita e de qualidade

Os trabalhadores brasileiros realizam greve geral, dia 14 de junho (sexta-feira), em defesa da aposentadoria e da educação pública de qualidade e contra a reforma da Previdência proposta pelo Governo Bolsonaro. O movimento sindical, os movimentos sociais e partidos políticos democráticos estão unidos na defesa dos interesses populares.

Nos dias 15 e 30 de maio ocorreram grandes manifestações nas ruas das capitais e mais de duas centenas de cidades brasileiras, com a decisiva participação dos trabalhadores da educação, reunindo ao todo cerca de 3 milhões de pessoas em defesa do ensino de qualidade e contra o corte de verbas para serviços públicos e contra a reforma da Previdência.

A crise econômica brasileira só se agrava, aumentando o desemprego e a violação dos direitos dos trabalhadores. A única solução que o governo apresenta para essa situação é a reforma da Previdência, que trará ainda mais prejuízos à população e praticamente acaba com a aposentadoria dos trabalhadores em educação.

Além de ampliar o tempo de trabalho e dificultar o acesso à aposentadoria para auxiliares de educação e demais trabalhadores – como idade mínima e tempo mínimo de contribuição de 40 anos para ter o direito a 100% do valor do benefício, redução do valor do Benefício de Prestação Continuada (BPC), entre muitos outros – a reforma proposta por Bolsonaro vai acabar progressivamente com as aposentadorias públicas e privatizar o sistema previdenciário. O governo quer implantar o regime de capitalização, pelo qual patrões e governos deixarão de contribuir para a Previdência, que passa a ser bancada exclusivamente pelos trabalhadores e gerida pela iniciativa privada. Quem não tiver poupança, não se aposenta!

PREJUÍZOS PARA PROFESSORES E PROFESSORAS

Para as professoras e professores, a reforma é particularmente perversa. Atualmente, a categoria se aposenta com salário integral, com 25 anos de contribuição para as mulheres e 30 para homens, sem limite de idade. A proposta do governo exige idade mínima de 60 anos para a professora ou professor se aposentar, com 30 anos de contribuição e trabalhando exclusivamente no magistério. E a partir do próximo ano a idade mínima vai aumentar ainda mais, de acordo com a expectativa de sobrevida dos brasileiros. Considerando que depois dos 50 anos dificilmente a professora ou professor consegue emprego, a categoria nunca vai se aposentar! Por isso os trabalhadores da educação vão participar da greve geral.

As centrais sindicais brasileiras, as entidades dos trabalhadores em educação e dos estudantes estão unidos para a greve geral, dia 14, em defesa das aposentadorias e da educação e contra a reforma da Previdência.

● CONTRA O FIM DA APOSENTADORIA

● EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA E GRATUITA

Fonte:Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino – Contee

CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL

O SINDICATO DOS PROFESSORES DO ESTADO DE ALAGOAS – SINPRO/AL, através de seu Diretor Presidente, CONVOCA os docentes associados e quites com suas obrigações legais e estatutárias, para uma assembleia geral para o dia 15 de junho do corrente ano, na SEDE DO SINDICATO DOS PROFESSORES DO ESTADO DE ALAGOAS, SINPRO/AL, Endereço: Rua Santa Cruz, 357, às 12h em primeira convocação e às 12h30, em segunda e última.

Pauta: RETIRADA DE DELEGADOS (CONTEE/CUT)

Maceió, Alagoas, 06 de JUNHO de 2019.

Eduardo Vasconcelos

Presidente do Sinpro de Alagoas

APÓS DENÚNCIA DO SINPRO DE ALAGOAS, CENTRO EDUCACIONAL SE ADEQUA À LEGISLAÇÃO

Após denúncia do Sinpro de Alagoas, o Ministério Público do Trabalho instaurou Inquérito Civil para investigar as demandas apresentadas: ausência do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), ausência do Programa de Riscos Ambientais (PPRA), problemas no meio ambiente de trabalho e problema de jornada extraordinária. Houve uma perícia realizada pelo setor responsável da Procuradoria Regional do Trabalho da 19º Região, sendo emitido um laudo. Posteriormente, o Centro Educacional Novo Alvorecer, localizado na cidade de Rio Largo, se adequou à legislação vigente, mesmo no início tendo sido evidenciados indícios de irregularidades quanto aos temas investigados, o que fez a procuradora do trabalho, dra. Virgínia Gonçalves, a pedir o arquivamento do IC.

SOU PROFESSOR COM ORGULHO E EXIJO RESPEITO.