{"id":676,"date":"2015-04-08T11:36:42","date_gmt":"2015-04-08T14:36:42","guid":{"rendered":"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/?p=676"},"modified":"2015-04-08T11:36:42","modified_gmt":"2015-04-08T14:36:42","slug":"o-braille-e-a-sua-importancia-na-educacao-do-deficiente-visual","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/?p=676","title":{"rendered":"O braille e a sua import\u00e2ncia na educa\u00e7\u00e3o do deficiente visual"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/braille.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-677\" src=\"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/braille-300x199.jpg\" alt=\"braille\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/braille-300x199.jpg 300w, http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/braille.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por volta de 1815 a Fran\u00e7a andava envolvida em m\u00faltiplas guerras. As constantes mensagens que circulavam n\u00e3o podiam ser lidas de noite j\u00e1 que, para tal, era necess\u00e1ria luz, o que despertaria o inimigo. Assim, o oficial de artilharia Charles Barbier, inventou um processo de escrita em relevo, por pontos, que pudesse ser lida com os dedos, sem necessidade de luz.<\/p>\n<p>Chamou-se a esse sistema escrita noturna. Louis Braille, que cegara aos tr\u00eas anos por acidente, em 1812, encontrava-se a estudar na Institui\u00e7\u00e3o Nacional dos Jovens Cegos de Paris quando teve conhecimento da escrita noturna. Entrou logo em contato com Charles Barbier, estudou o seu sistema, aperfei\u00e7oou-o e reduziu-o para seis pontos. Este novo m\u00e9todo tornou-se universal sob o<br \/>\nseu nome: M\u00e9todo da Escrita Braille, que se resume na c\u00e9lula Braille.<\/p>\n<p>Na leitura Braille s\u00e3o usados caracteres em relevo, em combina\u00e7\u00f5es diferentes de seis pontos, organizados em unidades de dois pontos na largura e tr\u00eas na altura. Os s\u00edmbolos s\u00e3o trabalhados em relevo, em papel manilha grosso, da esquerda para a direita, e geralmente o leitor &#8220;l\u00ea&#8221; com uma das m\u00e3os e, com a outra, mant\u00e9m a posi\u00e7\u00e3o vertical.<\/p>\n<p>As anota\u00e7\u00f5es de m\u00fasica, pontua\u00e7\u00e3o, matem\u00e1tica e ci\u00eancias baseiam-se no mesmo sistema.A escrita Braille \u00e9 um outro acr\u00e9scimo ao curr\u00edculo das crian\u00e7as cegas.H\u00e1 v\u00e1rios instrumentos para escrever os s\u00edmbolos, sendo o mais f\u00e1cil e mais r\u00e1pido a m\u00e1quina de escrever braille ou m\u00e1quina de escrita braille. Ela tem seis teclas, que correspondem a cada um dos seis pontos da unidade. Um bom dactil\u00f3grafo braille pode bater de quarenta a sessenta palavras por minuto. O Braille tamb\u00e9m pode ser escrito \u00e0 m\u00e3o, utilizando-se uma plaqueta (pauta) e um estilete (pun\u00e7\u00e3o) que permitem que a crian\u00e7a fa\u00e7a as perfura\u00e7\u00f5es numa unidade braille padr\u00e3o.<\/p>\n<p>A datilografia, raramente inclu\u00edda no curr\u00edculo elementar das crian\u00e7as com vis\u00e3o, \u00e9 muito importante para as crian\u00e7as cegas, caso se espere que comuniquem com o mundo dos que t\u00eam vis\u00e3o, pois um n\u00famero muito pequeno de pessoas com vis\u00e3o consegue ler Braille. As crian\u00e7as cegas devem aprender a usar a m\u00e1quina de escrever comum t\u00e3o cedo quanto poss\u00edvel. A escrita \u00e0 m\u00e3o \u00e9 muitas vezes dif\u00edcil, no entanto, deve-se incentivar a crian\u00e7a a assinar o seu nome.<\/p>\n<p>A incapacidade de escrever o seu pr\u00f3prio nome \u00e9 muitas vezes uma fonte de embara\u00e7o, e \u00e9 por esse motivo que se enfatiza a aprendizagem da assinatura. A m\u00e1quina de escrever tem tudo, mas n\u00e3o substitui recursos como guias de metal, necess\u00e1rios para ajudar a ensinar a escrita \u00e0 m\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O professor de braille e a crian\u00e7a cega<\/strong><\/p>\n<p>O ensino do Braille requer que o contato entre professor e aluno seja individualizado e pr\u00f3ximo. Num contato deste tipo o professor de Braille pode ser uma fonte de aconselhamento e suporte para o aluno, na medida em que o escuta quando, expressa sentimentos, lhe esclarece d\u00favidas e lhe regula expectativas relacionadas com a situa\u00e7\u00e3o presente e futura.<\/p>\n<p>Esta a\u00e7\u00e3o \u00e9 importante porque diminui ten\u00e7\u00f5es emocionais, motiva o aluno para agir e contribui para que o mesmo n\u00e3o fixe para si, objetivos irrealiz\u00e1veis, cuja n\u00e3o concretiza\u00e7\u00e3o lhe causaria frustra\u00e7\u00f5es, sempre limitativas de uma viv\u00eancia satisfat\u00f3ria. Da aprendizagem do sistema Braille at\u00e9 uma leitura destra, gratificante, h\u00e1 um longo caminho a percorrer.<\/p>\n<p>Pressup\u00f5em-se as bases de um bom ensino e muitas horas de pr\u00e1tica para desenvolver at\u00e9 esse n\u00edvel o sentido do tacto. Hoje em dia \u00e9 preciso ter mais for\u00e7a de vontade e um gosto inato pela leitura t\u00e1ctil para nos disponibilizarmos assim para ela, resistindo ao apelo dos cada vez mais livros gravados, dos programas de r\u00e1dio e televis\u00e3o que agora nos entram em casa em catadupa, das novas tecnologias, dos trabalhos manuais menos exigentes em termos de concentra\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, a leitura \u00e9 uma atividade possessiva que nos subtrai ao ambiente circundante, que nos solicita por inteiro. N\u00e3o nos entregamos a ela de bom agrado sem esperar contrapartidas que valham<br \/>\no que deixamos.<\/p>\n<p>FONTE: Apadev.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por volta de 1815 a Fran\u00e7a andava envolvida em m\u00faltiplas guerras. As constantes mensagens que circulavam n\u00e3o podiam ser lidas de noite j\u00e1 que, para tal, era necess\u00e1ria luz, o que despertaria o inimigo. 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