{"id":5147,"date":"2018-02-15T08:33:57","date_gmt":"2018-02-15T11:33:57","guid":{"rendered":"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/?p=5147"},"modified":"2018-02-15T08:33:57","modified_gmt":"2018-02-15T11:33:57","slug":"sinpro-diz-que-educacao-e-negocio","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/?p=5147","title":{"rendered":"Sinpro diz que educa\u00e7\u00e3o \u00e9 neg\u00f3cio"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_5148\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/pagina-2-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5148\" class=\"wp-image-5148 size-medium\" src=\"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/pagina-2-1-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/pagina-2-1-300x200.jpg 300w, http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/pagina-2-1-768x512.jpg 768w, http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/pagina-2-1.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5148\" class=\"wp-caption-text\">Eduardo Vasconcelos (Foto: Sandro Lima)<\/p><\/div>\n<p><em>T\u00eam sido frequentes as den\u00fancias do Sindicato dos Professores de Alagoas (Sinpro) de maus tratos cometidos por escolas da rede privada a professores. Estes s\u00e3o colocados at\u00e9 para fazer faxina nas escolas, fora os casos de ass\u00e9dio moral que resultam em doen\u00e7as e depress\u00e3o, inclusive com tend\u00eancias suicidas. Para falar sobre essa realidade, a\u00a0<strong>Tribuna Independente<\/strong>\u00a0conversou com Eduardo Vasconcelos, presidente da entidade. Para ele, a educa\u00e7\u00e3o virou apenas um neg\u00f3cio e o movimento sindical passa por problemas de representatividade, assim como os partidos pol\u00edticos.<\/em><\/p>\n<p><strong>Tribuna Independente \u2013 O Sinpro tem feito uma s\u00e9rie de den\u00fancias contra escolas e faculdades privadas por causa de irregularidades nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho. Como est\u00e1 esse quadro em Alagoas, os professores est\u00e3o sofrendo abusos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Eduardo Vasconcelos<\/strong>\u00a0\u2013 Como no resto do pa\u00eds, o ensino est\u00e1 mercantilizado. Uma escola hoje, no ensino superior ou no b\u00e1sico, se tornou mercadoria. Um neg\u00f3cio. Todos os problemas inerentes a uma empresa tradicional est\u00e3o na escola. O aluno \u00e9 um cliente. Isso gera v\u00e1rias press\u00f5es psicol\u00f3gicas, como ass\u00e9dio moral, que por sua vez gera S\u00edndrome de Burnout, p\u00e2nico ou depress\u00e3o. Um de nossos grandes m\u00e9ritos foi ter colocado o dedo nessa ferida e mostrar essa realidade, atrav\u00e9s, por exemplo, do N\u00facleo de Apoio Psicol\u00f3gico e Psicopedag\u00f3gico [NAPP]. Contratamos um psic\u00f3logo para atender aos professores. Da\u00ed n\u00f3s come\u00e7amos a perceber que alguns casos s\u00e3o grav\u00edssimos, com tend\u00eancia suicidas, inclusive.<\/p>\n<p><strong>Tribuna Independente \u2013 Esse tipo de trato dos donos das escolas com os professores, em sua avalia\u00e7\u00e3o, \u00e9 para economizar recursos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Eduardo Vasconcelos<\/strong>\u00a0\u2013 Sim. Tem pouco tempo recebemos uma den\u00fancia, j\u00e1 encaminhada ao Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho [MPT], em que os professores estavam lavando a escola. Sem diminuir o pessoal dos servi\u00e7os gerais, mas se perceber que a tentativa para otimizar lucro \u2013 ou diminuir o preju\u00edzo \u2013 faz com que professores estejam fazendo faxina\u2026<\/p>\n<p><strong>Tribuna Independente \u2013 Nisso a qualidade do ensino cai consideravelmente\u2026<\/strong><\/p>\n<p><strong>Eduardo Vasconcelos<\/strong>\u00a0\u2013 Claro. Isso \u00e9 p\u00e9ssimo para a qualidade do ensino. Tivemos um caso aqui em a professora n\u00e3o tinha forma\u00e7\u00e3o para lidar com os alunos menores. Hoje a educa\u00e7\u00e3o privada virou bico, principalmente na periferia. S\u00e3o escolas sem registro. Nem o sindicato patronal tem controle. Para combater essa pr\u00e1tica, estamos denunciando esses casos ao Conselho Estadual de Educa\u00e7\u00e3o, porque s\u00e3o escolas da educa\u00e7\u00e3o infantil.<\/p>\n<p><strong>Tribuna Independente \u2013 O trato com o professor no ensino infantil, na rede particular, \u00e9 pior do que nos demais n\u00edveis?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Eduardo Vasconcelos<\/strong>\u00a0\u2013 Com certeza. Porque geralmente s\u00e3o mulheres e ainda h\u00e1 o preconceito e a vulnerabilidade. S\u00e3o mais suscet\u00edveis \u00e0 press\u00e3o porque s\u00f3 tem aquele emprego. Diferente daqueles que recebem por hora\/aula.<\/p>\n<p><strong>Tribuna Independente \u2013 Ent\u00e3o, o resumo da sua avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de que h\u00e1 uma grande desvaloriza\u00e7\u00e3o do professor na rede privada?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Eduardo Vasconcelos<\/strong>\u00a0\u2013 Total.<\/p>\n<p><strong>Tribuna Independente \u2013 Os professores t\u00eam procurado o Sindicato para denunciar maus tratos ou est\u00e3o temerosos em fazer isso?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Eduardo Vasconcelos<\/strong>\u00a0\u2013 Muito. Temos den\u00fancias todos os dias. Aprenderam o caminho. Agora, tamb\u00e9m v\u00eam donos de escola tentando coagir, amea\u00e7ar. Foram abertas v\u00e1rias a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a contra n\u00f3s. J\u00e1 fui parar na delegacia duas vezes\u2026<\/p>\n<p><strong>Tribuna Independente \u2013 Por qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Eduardo Vasconcelos<\/strong>\u00a0\u2013 Disseram que eu estava difamando a escola. Confundiram o pessoal com o institucional. A luta \u00e9 essa. Na verdade, estamos mudando uma cultura. E querendo ou n\u00e3o, muitas escolas j\u00e1 come\u00e7aram a se adequar. De que forma? A gente conseguiu, com o MPT, constituir o Procedimento Promocional [Promo] para as escolas. Isso funciona assim: voc\u00ea vai at\u00e9 as institui\u00e7\u00f5es, e a\u00ed quem indica somos n\u00f3s, o Centro de Sa\u00fade do Trabalhador [Cerest] \u00e9 convocado e disponibiliza uma equipe com terapeuta, fonoaudi\u00f3logo e engenheiro do trabalho; se faz inspe\u00e7\u00e3o em todas as escolas indicadas para ver se as normas de regulamentadoras do MPT est\u00e3o sendo cumpridas.<\/p>\n<p><strong>Tribuna Independente \u2013 E como o sindicato patronal lida com o Sinpro, diante das den\u00fancias que t\u00eam sido realizadas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Eduardo Vasconcelos<\/strong>\u00a0\u2013 No in\u00edcio houve um conflito muito grande, mas hoje algumas escolas que ligadas \u00e0quele sindicato concordam com nossas a\u00e7\u00f5es. Outras acabaram se adequando e o discurso geral deles \u00e9 que as que mais cometem irregularidades s\u00e3o a n\u00e3o filiadas e de que esse tipo de postura n\u00e3o \u00e9 a orienta\u00e7\u00e3o deles. Logo no in\u00edcio de nossa gest\u00e3o aqui no Sinpro, as escolas maiores estavam entregues \u00e0s baratas, com a legisla\u00e7\u00e3o sendo totalmente desrespeitada: informalidade, atraso de sal\u00e1rio, de FGTS [Fundo de Garantia por Tempo de Servi\u00e7o]\u2026<\/p>\n<p><strong>Tribuna Independente \u2013 Mudando um pouco o foco dessa conversa. O senhor preside um sindicato de uma categoria do setor privado, em que pese nossa cultura pol\u00edtica, n\u00e3o \u00e9 muito de se mobilizar, qui\u00e7\u00e1 entrar em greve. Qual a sua avalia\u00e7\u00e3o sobre o movimento sindical hoje, no geral e no setor privado?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Eduardo Vasconcelos<\/strong>\u00a0\u2013 Acho que uma das grandes surpresas da \u00faltima greve geral foi a mobiliza\u00e7\u00e3o dos professores da rede privada. Foi a categoria que mais parou. Tivemos 98% das escolas fechadas, mais que a rede p\u00fablica. H\u00e1 cinco anos isso era impens\u00e1vel. Fizemos isso com base na press\u00e3o. Gravei um v\u00eddeo questionado pela seguran\u00e7a dos alunos, uma vez que as pol\u00edcias tamb\u00e9m iriam parar, diminuir efetivo. \u2018Quem vai se responsabilizar pela seguran\u00e7a, a escola?\u2019, questionei. Ou seja, os pais pressionaram para que as escolas fechassem.<\/p>\n<p><strong>Tribuna Independente \u2013 Mas em rela\u00e7\u00e3o ao setor privado como um todo, qual sua avalia\u00e7\u00e3o da forma como o movimento sindical lida com ele?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Eduardo Vasconcelos<\/strong>\u00a0\u2013 Acho que temos um problema de representatividade. Mas n\u00e3o s\u00f3 no setor privado, mas tamb\u00e9m os que representam o setor p\u00fablico est\u00e3o com dificuldades. Voc\u00ea nota pela quantidade de pessoas que v\u00e3o \u00e0s assembleias. E quando voc\u00ea percebe as greves puxadas pelas entidades que representam a rede p\u00fablica, realmente muito poucas t\u00eam o respeito da categoria ao de ela seguir, de fato, a orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da dire\u00e7\u00e3o. Fora que muitos servidores p\u00fablicos s\u00e3o fura-greve, especialmente os comissionados. Seja em banco ou institui\u00e7\u00e3o de ensino. Esse problema de representatividade n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 na pol\u00edtica partid\u00e1ria, os sindicatos tamb\u00e9m sofreram processo de desgaste&#8230;<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0<strong>Tribuna Independente \/ Carlos Amaral<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00eam sido frequentes as den\u00fancias do Sindicato dos Professores de Alagoas (Sinpro) de maus tratos cometidos por escolas da rede privada a professores. 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