{"id":4309,"date":"2017-07-27T11:47:34","date_gmt":"2017-07-27T14:47:34","guid":{"rendered":"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/?p=4309"},"modified":"2017-08-02T10:14:59","modified_gmt":"2017-08-02T13:14:59","slug":"alerta-aos-professores-como-evitar-problemas-com-a-voz","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/?p=4309","title":{"rendered":"Sinpro Sa\u00fade: Alerta aos professores: como evitar problemas com a voz"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/images.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4311 alignleft\" src=\"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/images.jpg\" alt=\"\" width=\"255\" height=\"198\" \/><\/a>Segundo os dados apresentados pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia C\u00e9rvico-Facial, os problemas vocais s\u00e3o uma das principais causas de afastamento dos profissionais da educa\u00e7\u00e3o, e por isso \u00e9 necess\u00e1rio tomar alguns cuidados especiais.<\/p>\n<p>Em um estudo realizado pelo Centro de Estudos da Voz (CEV) com o Sindicato dos Professores de S\u00e3o Paulo (Sinpro-SP) e com a Universidade de Utah, nos Estados Unidos, 35% dos entrevistados relataram a presen\u00e7a de cinco ou mais problemas vocais, e 63% disseram j\u00e1 ter tido algum problema durante a vida.<\/p>\n<p>A pesquisa indica que 16,7% dos docentes consideram que ter\u00e3o que mudar de profiss\u00e3o no futuro por conta de doen\u00e7as vocais. O question\u00e1rio com 35 perguntas foi aplicado para 3.265 pessoas, das quais 1.651 eram docentes. Entre os professores, 63,1% afirmaram ter altera\u00e7\u00f5es vocais. Entre os &#8220;n\u00e3o professores&#8221;, 35,1% tamb\u00e9m afirmaram ter problemas com a voz.<\/p>\n<p>Os principais problemas relatados s\u00e3o: cansa\u00e7o vocal (92%), desconforto para falar (90,4%), esfor\u00e7o para falar (89,2%), garganta seca (83,4%), rouquid\u00e3o (82,2%), dificuldade para projetar a voz (82,8%), instabilidade ou tremor na voz (79,3%) e dor na garganta (72,7%).<\/p>\n<p>Outro dado preocupante \u00e9 que as doen\u00e7as vocais decorrentes ou prejudiciais ao trabalho provocam efeitos nos n\u00edveis social, econ\u00f4mico, profissional e pessoal, representando um preju\u00edzo de mais de 200 milh\u00f5es de reais no Brasil ao ano, de acordo com o Consenso Nacional sobre Voz Profissional.<\/p>\n<p>Para auxiliar os professores a n\u00e3o ficarem sem voz, especialistas da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia C\u00e9rvico-Facial (ABORL-CCF) alertam sobre a import\u00e2ncia dos cuidados com o aparelho vocal e sobre a preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer de laringe, mal que atinge dez mil pessoas no Brasil todos os anos e deixa nosso pa\u00eds em segundo lugar no ranking mundial de incid\u00eancia da doen\u00e7a, de acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_4310\" style=\"width: 259px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/info-voz.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4310\" class=\"size-medium wp-image-4310\" src=\"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/info-voz-249x300.jpg\" alt=\"\" width=\"249\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/info-voz-249x300.jpg 249w, http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/info-voz.jpg 620w\" sizes=\"auto, (max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-4310\" class=\"wp-caption-text\">(Dicas para cuidar da voz)<\/p><\/div>\n<p><strong>A voz dos especialistas<\/strong><\/p>\n<p>O m\u00e9dico otorrinolaringologista Agricio Nubiato Crespo, presidente da ABORL-CCF, informa que esse problema \u00e9 muito comum em todas as faixas et\u00e1rias.<\/p>\n<p>\u2014 Os sinais podem se manifestar desde a inf\u00e2ncia e, por isso, \u00e9 importante ficar atento. A rouquid\u00e3o persistente e altera\u00e7\u00f5es na voz severas podem limitar o desenvolvimento profissional futuro, principalmente quando falamos em profissionais da voz \u2014 avisa o especialista.<\/p>\n<p>\u2014 Desde 1999, as campanhas promovidas pela ABORL-CCF t\u00eam contribu\u00eddo para a conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia de cuidar da sa\u00fade vocal. O desconhecimento ainda \u00e9 frequente mesmo entre muitos m\u00e9dicos \u2014 completa Crespo.<\/p>\n<p>Para o presidente da Academia Brasileira de Laringologia e Voz (ABLV) Dr. Jos\u00e9 Eduardo Pedroso, tamb\u00e9m otorrinolaringologista, a atividade docente quase sempre implica em uma demanda vocal maior que a habitual.<\/p>\n<p>\u2014 Isso depende de alguns fatores do seu local de trabalho, como por exemplo ac\u00fastica do ambiente, tamanho da sala, uso de aparelhos auxiliares (microfones), quantidade de alunos por sala, idade dos alunos; e de suas condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, como resfriados, gripes, sinusites, outras doen\u00e7as lar\u00edngeas ou altera\u00e7\u00f5es estruturais que podem contribuir para o surgimento de altera\u00e7\u00f5es vocais \u2014 esclarece.<\/p>\n<p>Segundo ele, usar excessivamente a voz de forma incorreta pode desencadear problemas relacionados ao trauma constante, como p\u00f3lipos, n\u00f3dulos e granulomas, que s\u00e3o les\u00f5es de cobertura das pregas vocais.<\/p>\n<p>\u2014 Se n\u00e3o forem tratadas corretamente podem ocasionar danos irrevers\u00edveis \u2014 conclui Pedroso.<\/p>\n<p>J\u00e1 Adriana Maria Wecc Silva, 40, professora de matem\u00e1tica do ensino m\u00e9dio h\u00e1 mais de 15 anos, pastora evang\u00e9lica e membro do grupo de cantores na sua igreja, ministra seis aulas por dia, cada uma com cerca de 50 minutos, al\u00e9m dos cultos e ensaios da igreja aos finais de semana. Adriana est\u00e1 na parcela da popula\u00e7\u00e3o que usa a voz demasiadamente e, por isso, j\u00e1 chegou a apresentar problemas vocais.<\/p>\n<p>\u2014 Trabalho com adolescentes de 14 a 17 anos, idade que eles ficam agitados e ainda t\u00eam as cordas vocais novas. Tenho percebido que os jovens est\u00e3o falando cada vez mais alto, pelo fato de usarem muito o fone de ouvido. Por tentar falar muito alto \u00e0s vezes, tentando competir com a voz dos alunos, j\u00e1 tive problemas de rouquid\u00e3o, dor de garganta e cansa\u00e7o ao falar. Por isso, passei a tomar certos cuidados, como evitar for\u00e7ar a voz, beber bastante \u00e1gua e fazer exerc\u00edcios vocais antes de cantar. H\u00e1 dez anos, tamb\u00e9m comecei a usar o microfone nas salas de aula e isso tem facilitado bastante \u2014 relata a professora.<\/p>\n<p>Conhe\u00e7a as dez principais recomenda\u00e7\u00f5es para que os professores e os demais profissionais que utilizam a voz como instrumento de trabalho possam preservar sua sa\u00fade vocal:<\/p>\n<p>1. \u00c9 importante n\u00e3o gritar ou pigarrear, pois isso agride as cordas vocais.<\/p>\n<p>2. Apesar de parecer inofensivo, cochichar \u00e9 t\u00e3o prejudicial \u00e0 sa\u00fade vocal quanto gritar.<\/p>\n<p>3. O fumo e o consumo exagerado de bebidas alco\u00f3licas s\u00e3o h\u00e1bitos nocivos \u00e0 sa\u00fade da voz, e s\u00e3o os principais causadores de c\u00e2ncer de laringe.<\/p>\n<p>4. N\u00e3o falar muito quando estiver com infec\u00e7\u00e3o de via a\u00e9rea superior (resfriado, gripe ou sinusite).<\/p>\n<p>5. N\u00e3o comer muito antes de dar aula.<\/p>\n<p>6. Falar somente quando necess\u00e1rio, evitando nos intervalos das aulas.<\/p>\n<p>7. Beber bastante \u00e1gua para manter-se hidratado.<\/p>\n<p>8. Dormir bem para descansar a voz.<\/p>\n<p>9. Comer alimentos leves que n\u00e3o causem refluxo.<\/p>\n<p>10. Quando apresentar sintomas como rouquid\u00e3o por mais de 15 dias, dor ao engolir, dor no pesco\u00e7o ao falar ou falta de ar, procure um m\u00e9dico otorrinolaringologista para orient\u00e1-lo sobre o diagn\u00f3stico correto e as medidas necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>FONTE: Di\u00e1rio Catarinense<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo os dados apresentados pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia C\u00e9rvico-Facial, os problemas vocais s\u00e3o uma das principais causas de afastamento dos profissionais da educa\u00e7\u00e3o, e por isso \u00e9 necess\u00e1rio tomar alguns cuidados especiais. 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