{"id":4225,"date":"2017-07-11T12:44:28","date_gmt":"2017-07-11T15:44:28","guid":{"rendered":"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/?p=4225"},"modified":"2017-07-11T12:44:28","modified_gmt":"2017-07-11T15:44:28","slug":"sinproal-parabeniza-os-10-anos-do-jornal-tribuna-independente","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/?p=4225","title":{"rendered":"Sinpro\/AL parabeniza os 10 anos do jornal  Tribuna Independente"},"content":{"rendered":"<div>\n<div id=\"attachment_4226\" style=\"width: 186px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/tribuna.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4226\" class=\"wp-image-4226 size-medium\" src=\"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/tribuna-176x300.jpg\" alt=\"\" width=\"176\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/tribuna-176x300.jpg 176w, http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/tribuna-602x1024.jpg 602w, http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/tribuna.jpg 676w\" sizes=\"auto, (max-width: 176px) 100vw, 176px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-4226\" class=\"wp-caption-text\">(10 anos do Jornal Tribuna Independente)<\/p><\/div>\n<p>O presidente e o vice-presidente do Sindicato\u00a0 dos Professores de Alagoas (Sinpro\/AL), Eduardo Vasconcelos e Jos\u00e9\u00a0 Nivaldo Mota, respectivamente, estiveram presentes\u00a0 no caf\u00e9 da manh\u00e3\u00a0 em comemora\u00e7\u00e3o aos 10 anos\u00a0 do jornal\u00a0 Tribunal\u00a0 Independe. O impresso\u00a0 simboliza uma bandeira\u00a0 de luta em favor\u00a0 da imprensa livre e dos trabalhadores.<\/p>\n<p>O Sinpro\/AL deseja vida longa para o jornal e parabeniza\u00a0 pelos seus relevantes servi\u00e7os\u00a0 prestados em prol de Alagoas.<\/p>\n<p>Um pouco de hist\u00f3ria<\/p><\/div>\n<div><\/div>\n<div>O jornal\u00a0Tribuna Independente\u00a0completa dez anos de resist\u00eancia e luta no mercado de jornalismo em Alagoas e seus cooperados, da Cooperativa de Jornalistas e Gr\u00e1ficos de Alagoas (Jorgraf), lembram as dificuldades e conquistas durante esse tempo.<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7ou em 2007, quando os funcion\u00e1rios da antiga Tribuna de Alagoas estavam com dois meses de sal\u00e1rios atrasados e convivendo com desculpas sem fundamentos dos antigos patr\u00f5es. Diante desse cen\u00e1rio, jornalistas, gr\u00e1ficos e o pessoal d\u00e1 \u00e1rea administrativa resolveram cruzar os bra\u00e7os e iniciaram, no dia 16 de janeiro daquele ano, uma vig\u00edlia em frente \u00e0 sede da empresa para pressionar o pagamento dos sal\u00e1rios atrasados.<\/p>\n<p>O Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindjornal) e o Sindicato dos Gr\u00e1ficos do Estado de Alagoas (Sindigraf) deram suporte pol\u00edtico e log\u00edstico \u00e0s reivindica\u00e7\u00f5es dos trabalhadores da ent\u00e3o Tribuna de Alagoas quando eles decidiram acampar em frente \u00e0 sede da empresa. A mobiliza\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio numa sexta-feira, dia em que nos jornais eram finalizadas duas edi\u00e7\u00f5es de fim de semana: a de s\u00e1bado e a de domingo.<\/p>\n<p>O diretor de jornalismo \u00e0 \u00e9poca sempre tentava convencer os trabalhadores a voltar aos postos de trabalho, afirmando que o pagamento dos sal\u00e1rios estava a caminho, o que nunca aconteceu.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o levou os dois sindicatos, Sindjornal e Sindigraf, a convocarem uma assembleia, realizada no acampamento em frente \u00e0 sede do jornal.<\/p>\n<p>A assembleia definiu que ningu\u00e9m voltaria ao trabalho at\u00e9 que os sal\u00e1rios fossem pagos e que n\u00e3o se arredaria o p\u00e9 dali. A luta iria continuar. O hor\u00e1rio para o fechamento do jornal foi se expirando e com o passar das horas todos come\u00e7aram a perceber que aquela batalha estava apenas come\u00e7ando. Ao final da noite, se decidiu pela realiza\u00e7\u00e3o de um piquete no dia seguinte.<\/p>\n<p>As vig\u00edlias ocorriam em turnos revezados na grama em frente ao pr\u00e9dio por causa do receio de que os empres\u00e1rios dilapidassem o patrim\u00f4nio do jornal.<\/p>\n<p>Os sindicatos colocaram faixas e carro de som para denunciar aquele calote e o que estava sendo feito com a empresa e com os 140 trabalhadores, largados na rua da amargura.<\/p>\n<p>Todos os dias, reuni\u00f5es e assembleias de avalia\u00e7\u00e3o do movimento eram realizadas. Muitas foram as tentativas de negocia\u00e7\u00e3o e de se chegar a um consenso para toda aquela situa\u00e7\u00e3o constrangedora. A crise da Tribuna de Alagoas estava exposta para a sociedade.<\/p>\n<p>Os d\u00e9bitos de fornecedores, gastos excessivos dos diretores com farras, viagens de lazer para a Europa e uso sem limite do cart\u00e3o de cr\u00e9dito institucional foram os fatores que levaram \u00e0 fal\u00eancia da empresa, na fase administrada pelos \u00faltimos patr\u00f5es.<\/p>\n<p>Foi ent\u00e3o que uma das assembleias foi a mais decisiva para os trabalhadores acampados na porta da empresa. Jornalistas e gr\u00e1ficos decidiram ocupar o pr\u00e9dio e fazer edi\u00e7\u00f5es semanais para que fossem distribu\u00eddas nos atos, piquetes e mobiliza\u00e7\u00f5es que realizariam, colocando para a sociedade alagoana toda aquela situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dessas edi\u00e7\u00f5es, um blog foi elaborado. Ele era atualizado diariamente com postagens dos relatos e fotos, al\u00e9m de in\u00fameras mensagens e coment\u00e1rios de apoio sobre todo aquele processo. As edi\u00e7\u00f5es semanais da agora Tribuna Independente, ora sa\u00edam aos domingos e outras vezes na segunda-feira.<\/p>\n<p>Rebuli\u00e7o<\/p>\n<p>A primeira edi\u00e7\u00e3o semanal do jornal Tribuna Independente causou rebuli\u00e7o na cidade. Na primeira manifesta\u00e7\u00e3o para divulga\u00e7\u00e3o do jornal, na Avenida Fernandes Lima, o tr\u00e2nsito foi interrompido de um lado da pista, com faixas, carro de som contando toda a luta travada.<\/p>\n<p>Os credores cobravam os d\u00e9bitos; assinantes reclamavam que tinham pago por um jornal que n\u00e3o estavam recebendo; diversas pessoas e empresas, que tamb\u00e9m foram enganadas, reclamavam do calote. E nesses momentos era explicado o que estava acontecendo.<\/p>\n<p>Quando as primeiras edi\u00e7\u00f5es semanais foram saindo, os jornalistas e gr\u00e1ficos iam para os sinais de tr\u00e2nsito para vender o produto colocando o desabafo para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, a ideia de criar uma cooperativa que reunisse as duas categorias come\u00e7ou a tomar f\u00f4lego. Para que isso se tornasse realidade era necess\u00e1rio ter o aval dos donos do pr\u00e9dio onde a antiga Tribuna de Alagoas funcionava, que era a fam\u00edlia Farias, e tamb\u00e9m do Banco do Nordeste, financiador do maquin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Surge a JORGRAF<\/p>\n<p>Com garra, coragem e resist\u00eancia, sob o comando dos trabalhadores e depois de discuss\u00f5es sobre uma alternativa de reinser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, nascia a Jorgraf, primeira cooperativa de jornal com duas categorias do pa\u00eds, que teria como principal produto o jornal Tribuna Independente. Sua primeira edi\u00e7\u00e3o di\u00e1ria circulou no dia 10 de julho de 2007.<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente e o vice-presidente do Sindicato\u00a0 dos Professores de Alagoas (Sinpro\/AL), Eduardo Vasconcelos e Jos\u00e9\u00a0 Nivaldo Mota, respectivamente, estiveram presentes\u00a0 no caf\u00e9 da manh\u00e3\u00a0 em comemora\u00e7\u00e3o aos 10 anos\u00a0 do jornal\u00a0 Tribunal\u00a0 Independe. O impresso\u00a0 simboliza uma bandeira\u00a0 de luta em favor\u00a0 da imprensa livre e dos trabalhadores. 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