{"id":2931,"date":"2016-08-02T18:28:26","date_gmt":"2016-08-02T21:28:26","guid":{"rendered":"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/?p=2931"},"modified":"2016-08-02T18:28:26","modified_gmt":"2016-08-02T21:28:26","slug":"estudo-revela-que-quase-90-dos-docentes-acreditam-que-profissao-nao-e-valorizada","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/?p=2931","title":{"rendered":"Estudo revela que quase 90% dos docentes acreditam que profiss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 valorizada"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/salario-digno.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-2932\" src=\"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/salario-digno-272x300.jpg\" alt=\"salario digno\" width=\"295\" height=\"325\" srcset=\"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/salario-digno-272x300.jpg 272w, http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/salario-digno.jpg 504w\" sizes=\"auto, (max-width: 295px) 100vw, 295px\" \/><\/a>A maioria dos professores alagoanos se sente desvalorizada, desprestigiada, sem estrutura de trabalho e sem condi\u00e7\u00f5es financeiras para investir em forma\u00e7\u00e3o continuada. Eles n\u00e3o fogem ao par\u00e2metro atestado na Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis) da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), quando ficou confirmado que quase 90% dos docentes brasileiros acreditam que a profiss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 valorizada na sociedade.<\/p>\n<p>A realidade do estado \u00e9 ainda pior. Com sal\u00e1rios baixos (s\u00e3o pagos R$ 1.300 por 20 horas-aula por semana), sem oportunidades para aperfei\u00e7oamento e ainda tendo que conviver com amea\u00e7as e inseguran\u00e7a nas unidades de ensino, o desinteresse pelos cursos de licenciatura \u00e9 cada vez maior, o afastamento por doen\u00e7as psicol\u00f3gicas ou f\u00edsicas aumenta, fazendo com que cres\u00e7a a car\u00eancia de docentes na rede p\u00fablica de ensino. Atualmente, segundo o sindicato da categoria, h\u00e1 um deficit de 2.500 professores em Alagoas.<\/p>\n<p>A pesquisa ouviu 100 mil professores e diretores escolares em 34 pa\u00edses. Somente 12,6% dos professores brasileiros se sentiam valorizados. A m\u00e9dia internacional \u00e9 de 30,9%. O levantamento indica que os docentes do pa\u00eds s\u00e3o os que mais trabalham, com 25 horas de ensino por semana. Os dados ainda apontam que os brasileiros gastam muito tempo para controlar a disciplina em sala de aula e que falta forma\u00e7\u00e3o continuada. Em Alagoas, a realidade segue esse perfil e o medo do futuro faz com que muitos professores migrem para outras \u00e1reas e mudem o foco.<\/p>\n<p>H\u00e1 19 anos em sala de aula, o professor de Matem\u00e1tica Adelmo Apolin\u00e1rio Silva J\u00fanior \u00e9 um exemplo real de amor \u00e0 profiss\u00e3o. Lecionando uma das disciplinas mais temidas do curr\u00edculo, ele lembra que o desgaste e o cansa\u00e7o mental e f\u00edsico nem sempre s\u00e3o fatores decisivos para a desmotiva\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, o profissional diz concordar que a desvaloriza\u00e7\u00e3o insiste em permanecer na \u00e1rea da Educa\u00e7\u00e3o, fato que o deixa reflexivo, principalmente com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 defasagem salarial. Outra quest\u00e3o ressaltada \u00e9 a indisciplina dos alunos, tamb\u00e9m objeto da pesquisa, e que, por pouco, n\u00e3o tirou Adelmo do ambiente escolar. \u201cJ\u00e1 fui amea\u00e7ado por um aluno h\u00e1 dois anos. Na \u00e9poca, registrei a ocorr\u00eancia na pol\u00edcia, os pneus do meu carro foram esvaziados em tom de amea\u00e7a. Tudo isso aconteceu porque coloquei o aluno para fora da sala de aula ap\u00f3s uma confus\u00e3o. Hoje, tenho muito receio, limita\u00e7\u00e3o ao falar e me\u00e7o as palavras\u201d, relatou.<\/p>\n<p>Na rede estadual desde 2001, o professor revela que a situa\u00e7\u00e3o atual \u00e9 a pior desde quando ele ingressou no servi\u00e7o p\u00fablico. Ele lembra o direito \u00e0 isonomia, conquistado em 2006, no governo Ronaldo Lessa, e que permitiu o dobro nos sal\u00e1rios da categoria. Desde ent\u00e3o, o ganho real dos professores de Alagoas foi m\u00ednimo e, em sete anos, aumento somente com base na infla\u00e7\u00e3o, como aconteceu com outras classes de trabalhadores. Al\u00e9m disso, Adelmo lembra que o Estado n\u00e3o oferece cursos para forma\u00e7\u00e3o continuada.<\/p>\n<p>\u201cO reajuste salarial para os professores s\u00f3 \u00e9 lembrado em per\u00edodo eleitoral\u201d, comenta o professor, que ensina nos col\u00e9gios Moreira e Silva e Afr\u00e2nio Lajes, no Centro Educacional de Pesquisas Aplicadas (Cepa), em Macei\u00f3.<\/p>\n<p>\u201cO que me motiva a continuar, apesar de sal\u00e1rios baixos e falta de estrutura, \u00e9 perceber que h\u00e1 alunos que ainda querem aprender\u201d, relata.<\/p>\n<p>Fonte: Gazeta de Alagoas (THIAGO GOMES &#8211; REP\u00d3RTER)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A maioria dos professores alagoanos se sente desvalorizada, desprestigiada, sem estrutura de trabalho e sem condi\u00e7\u00f5es financeiras para investir em forma\u00e7\u00e3o continuada. 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