{"id":2561,"date":"2016-05-13T19:41:27","date_gmt":"2016-05-13T22:41:27","guid":{"rendered":"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/?p=2561"},"modified":"2016-05-13T19:41:27","modified_gmt":"2016-05-13T22:41:27","slug":"portal-de-noticias-traca-raio-x-das-problematicas-dos-professores-da-rede-privada","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/?p=2561","title":{"rendered":"Portal de not\u00edcias tra\u00e7a raio-x das problem\u00e1ticas dos professores da rede privada"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_2562\" style=\"width: 254px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/cadaminuto.jpg\" rel=\"attachment wp-att-2562\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2562\" class=\" wp-image-2562\" src=\"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/cadaminuto-300x291.jpg\" alt=\"Mat\u00e9ria publicada no Cada Minuto\" width=\"244\" height=\"237\" srcset=\"http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/cadaminuto-300x291.jpg 300w, http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/cadaminuto-45x45.jpg 45w, http:\/\/sinpro-al.com.br\/v2\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/cadaminuto.jpg 524w\" sizes=\"auto, (max-width: 244px) 100vw, 244px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2562\" class=\"wp-caption-text\">Mat\u00e9ria publicada no Cada Minuto<\/p><\/div>\n<p>Trabalho realizado pelo Sindicado dos Professores de Alagoas (Sinpro\/AL) \u00e9 destaque em mat\u00e9ria publicada pelo portal de not\u00edcias Cada Minuto. Confira a mat\u00e9ria na \u00edntegra: <a href=\"http:\/\/www.cadaminuto.com.br\/noticia\/286877\/2016\/05\/12\/professores-de-escolas-particulares-enfrentam-dura-realidade\">http:\/\/www.cadaminuto.com.br\/noticia\/286877\/2016\/05\/12\/professores-de-escolas-particulares-enfrentam-dura-realidade<\/a><\/p>\n<p>Informalidade, condi\u00e7\u00f5es insalubres, falta de recursos, ass\u00e9dio moral, atraso salarial, desvio de fun\u00e7\u00e3o; o n\u00e3o pagamento de f\u00e9rias, horas extras, INSS, FGTS e 13\u00ba sal\u00e1rio, al\u00e9m do excesso de alunos em sala de aula e de outras situa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o dignificam o trabalho de um profissional e que levam a doen\u00e7as e inseguran\u00e7as s\u00e3o problemas enfrentados diariamente por v\u00e1rios professores de escolas particulares de Alagoas.<\/p>\n<p>Os itens citados representam 90% das den\u00fancias recebidas pelo Sindicato da classe. Alguns professores v\u00eam sofrendo e adoecendo calados com medo de repres\u00e1lia, outros tomaram coragem para apresentar suas mazelas, o que fez o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT), o Sindicato dos professores da Rede Privada (SINPRO) e o Centro de Refer\u00eancia a Sa\u00fade do Trabalhador (Cerest) entrarem em a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo a professora J.S., que usamos apenas as iniciais de seu nome, pois ela teme ser identificada, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 cr\u00edtica nas escolas em que trabalhou. Por quest\u00f5es de amea\u00e7as, ela solicitou que n\u00e3o inform\u00e1ssemos os nomes dessas institui\u00e7\u00f5es de ensino na mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s \u00e9ramos submetidos a exercer outras fun\u00e7\u00f5es, como lavar e decorar a escola, em hor\u00e1rios diferentes da nossa jornada e sem receber nada por isso. Al\u00e9m disso, quando estava escrevendo no quadro e um aluno cometia algum ato de indisciplina, eu que recebia a culpa. Se terminasse a aula dois minutos antes, era acusada de roubar o tempo\u201d, desabafou a professora.<\/p>\n<p>Em busca de solu\u00e7\u00f5es e melhorias, o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho, SINPRO e o Cerest est\u00e3o desenvolvendo um procedimento promocional, o Promo, que visa a sa\u00fade e qualidade de vida do professor, por meio da conscientiza\u00e7\u00e3o, an\u00e1lise de documentos, inspe\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA educa\u00e7\u00e3o se faz na melhoria cont\u00ednua da sa\u00fade e seguran\u00e7a do trabalhador. Mesmo porque quando um trabalhador sofre uma doen\u00e7a ocupacional ele pode entrar com a\u00e7\u00e3o trabalhista contra a institui\u00e7\u00e3o e, geralmente, ele ganha. \u00c9 uma quest\u00e3o de preven\u00e7\u00e3o, pois \u00e9 o trabalhador que vai sofrer o dano \u00e0 sa\u00fade. O estabelecimento tem a obriga\u00e7\u00e3o j\u00e1 que gera o risco, de fazer a promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade\u201d, esclareceu o engenheiro do trabalho do Cerest, Paulo C\u00e9sar.<\/p>\n<p><strong>O Erro \u00e9 seu!<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com a professora J.S., at\u00e9 hoje ressoa em seus ouvidos, uma das frases mais ditas pelos diretores: \u201cO Erro \u00e9 seu!\u201d.\u00a0\u00a0Alguns constrangimentos aos quais foi submetida e lhe abalaram emocionalmente.<\/p>\n<p>\u201cDiante da turma, eu, por exemplo, fui muitas vezes submetida a ouvir duras cr\u00edticas e at\u00e9 gritos, al\u00e9m de ter de assumir erros dos quais n\u00e3o era culpada. Cheguei a sair chorando da sala de aula e ter dificuldade de retornar a dar aula na turma\u201d, relatou a professora que demonstra um misto de sentimentos a cada palavra que emite sobre o assunto.<\/p>\n<p><strong>Sa\u00fade vocal<\/strong><\/p>\n<p>A combina\u00e7\u00e3o da falta de recursos e do excesso de alunos em sala de aula \u00e9 danosa a sa\u00fade vocal dos professores. J.S. contraiu micron\u00f3dulos nas pregais vocais.<\/p>\n<p>\u201cTodas essas situa\u00e7\u00f5es quase me fizeram desistir da sala de aula. E o fato de eu ter adoecido quase me fez perder de assumir um cargo em um concurso p\u00fablico e de poder trabalhar em outras escolas\u201d, exp\u00f4s J.S.<\/p>\n<p>A fonoaudi\u00f3loga Francimar Xavier explicou que essa condi\u00e7\u00e3o inadequada pode causar s\u00e9rios problemas.<\/p>\n<p>\u201cO ambiente com muitos alunos e a falta de microfone for\u00e7am o professor a falar no tom mais alto, para poder competir com os barulhos e ser ouvido por todos. O que causa disfonia, que \u00e9 a rouquid\u00e3o, al\u00e9m de cansa\u00e7o para falar e at\u00e9 dor. O desgaste na prega vocal associado a outros fatores como \u00e1lcool e fumo podem levar ao c\u00e2ncer. Muitas vezes por quest\u00f5es da sa\u00fade vocal, o professor precisa at\u00e9 se afastar da sala de aula. A escola precisa favorecer a preserva\u00e7\u00e3o da voz do professor\u201d, disse a profissional.<\/p>\n<p><strong>Ergonomia<\/strong><\/p>\n<p>\u201cOutro problema que enfrentamos \u00e9 que as escolas est\u00e3o tirando as cadeiras e os bir\u00f4s dos professores, o que nos obriga a ficarmos horas em p\u00e9, sem nem ao menos podermos guardar os nossos pertences ou ter apoio para fazer a chamada dos alunos\u201d, relata tamb\u00e9m J.S.<\/p>\n<p>Segundo o terapeuta ocupacional Alinthon Fagner, essa situa\u00e7\u00e3o e outras atividades laborais podem ter reflexo em todo o cotidiano do professor, interferindo ou limitando em tarefas simples.<\/p>\n<p>\u201cUma das fases do Promo \u00e9 a quest\u00e3o da ergonomia que se preocupa com as condi\u00e7\u00f5es gerais de trabalho. Vamos avaliar tudo, como a disposi\u00e7\u00e3o e falta de equipamentos e recursos, e, assim, motivar que haja as adpta\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias, resgatando os papeis dos professores ocupacionais em todas as suas \u00e1reas de desempenhos de vida\u201d, exp\u00f4s.<\/p>\n<p><strong>Mera mercadorias<\/strong><\/p>\n<p>Muitos professores est\u00e3o se sentido como mercadorias, sem valor e import\u00e2ncia, \u00e9 o caso do professor L.F., que tamb\u00e9m n\u00e3o quer ser identificado para n\u00e3o perder seu emprego.<\/p>\n<p>\u201cO que eu ouvi de diretores diferentes e que me marcou muito foi a seguinte frase: o aluno traz dinheiro e o professor leva o meu dinheiro. Isso \u00e9 a prova de que o ensino particular est\u00e1 totalmente mercantilizado e o trabalho do professor est\u00e1 subjugado\u201d, disse o professor.<\/p>\n<p>\u201cPara aumentar os seus lucros, o que \u00e9 direito do professor \u00e9 tirado em favor do lucro da institui\u00e7\u00e3o. Espero que os diretores e gestores das escolas percebam que n\u00e3o vale a pena desrespeitar \u00e0 Legisla\u00e7\u00e3o em favor do lucro, em detrimento da sa\u00fade dos professores\u201d, exp\u00f4s o presidente do SINPRO, Eduardo Vasconcelos.<\/p>\n<p><strong>Carga excessiva de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>Por conta de receberem abaixo do piso e da necessidade financeira, muitos professores se submetem a uma carga excessiva de trabalho.<\/p>\n<p>\u201cAno passado eu trabalhei os tr\u00eas turnos, de segunda a s\u00e1bado, e ficou ainda mais cansativo no per\u00edodo do vestibular. Hoje minha maior alegria \u00e9 porque tenho duas noites de folga. Mas, o professor para poder ter uma renda boa e viver com um m\u00ednimo necess\u00e1rio, precisa dobrar muito sua carga hor\u00e1ria. A quest\u00e3o \u00e9 que, al\u00e9m disso, o professor ainda tem que dar conta dos servi\u00e7os extraclasses como elaborar e corrigir provas. Ent\u00e3o, a gente termina vivendo em fun\u00e7\u00e3o do trabalho. Feriado e domingo, dificilmente, um professor pode aproveitar\u201d.<\/p>\n<p><strong>Sem recursos<\/strong><\/p>\n<p>A dire\u00e7\u00e3o das escolas cobra dos professores que realizem aulas mais din\u00e2micas, mas a falta de recursos dificulta que isso aconte\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cO professor precisa ter estrat\u00e9gias e din\u00e2micas para ensinar, deve buscar sempre melhorar sua metodologia, mas, lamentavelmente, as escolas n\u00e3o viabilizam recursos tecnol\u00f3gicos e financeiros para isso. Muito menos apoio\u201d, disse L.F.<\/p>\n<p><strong>Rea\u00e7\u00e3o das escolas<\/strong><\/p>\n<p>Alguns diretores n\u00e3o reagiram bem ao saberem que foram escolhidos para o Promo, por\u00e9m outros a enxergam de forma positiva, este \u00e9 o caso do diretor do Instituto Educacional Paju\u00e7ara, Manuel Messias.<\/p>\n<p>\u201cEu achei uma iniciativa \u00f3tima, principalmente para aqueles que querem trabalhar dentro da lei. A gente est\u00e1 correndo para adequar o Instituto a todas essas situa\u00e7\u00f5es dentro do prazo que nos foi concedido\u201d, declarou o diretor.<\/p>\n<p>A presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de Alagoas (SINEPE\/AL), B\u00e1rbara Heliodora, refor\u00e7a que a lei deve ser cumprida.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 bom que se esclare\u00e7a que nem todas as escolas est\u00e3o desrespeitando o direito dos professores. Como presidente do sindicato que representam as escolas, eu sempre oriento que elas ajam dentro da legalidade. N\u00e3o admitimos que nenhuma\u00a0\u00a0escola n\u00e3o atenda ao direito do trabalhador, entre eles o professor. A escola \u00e9 uma empresa e como empresa deve atender aos direitos estabelecidos, como os da\u00a0\u00a0CLT\u201d.<\/p>\n<p><strong>Penalidade<\/strong><\/p>\n<p>O procurador do Trabalho Rodrigo Alencar explica as conseq\u00fc\u00eancias para as escolas que n\u00e3o se regularizarem.<\/p>\n<p>\u201cCaso a escola n\u00e3o colabore na promo\u00e7\u00e3o do bem estar dos professores, ela fica sujeita a responder a um inqu\u00e9rito civil. Ela pode ser investigada por n\u00f3s, Caso ela continue resistente, ela ser\u00e1 acionada judicialmente, vamos entrar com a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica contra escola, pedindo a condena\u00e7\u00e3o dela na implementa\u00e7\u00e3o daquelas medidas que os peritos apontaram como necess\u00e1rias e, ainda, pode ter que pagar uma indeniza\u00e7\u00e3o pelo dano coletivo\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Cada Minuto (<strong>F\u00e1bio Atual e Cristina Mendes)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trabalho realizado pelo Sindicado dos Professores de Alagoas (Sinpro\/AL) \u00e9 destaque em mat\u00e9ria publicada pelo portal de not\u00edcias Cada Minuto. 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